A socialização acontece
desde o nascimento de um indivíduo. É interessante pensarmos que quando
nascemos não pertencemos a uma religião ou a uma cultura. Essas questões se
estabelecem durante o processo de socialização da criança, que começa a se
identificar com o grupo que pertence. Pensemos que cada um de nós somos
formados de acordo com o meio social em que vivemos.
Atualmente, o processo de
socialização quebrou barreiras, tendo em vista que, nesse período histórico, a
sociabilidade entre as pessoas não ocorre apenas num espaço físico. Os recursos
das tecnologias da informação e comunicação nos possibilitam o estabelecimento
de relações, de troca de informações , de conhecimento de culturas, mesmo não
estando fisicamente num local para isso. Através das relações sociais, que se
constituem na rede, movimentos são criados e informações são compartilhadas.
Tendo em vista o grande potencial da internet na troca de informações, de
conhecimentos, por que não utilizar esse poderoso recurso na educação? O docente, nesse contexto de aprendizagem,
passa ser um mediador dos elementos que vão surgindo e o aluno pode ser autor
dos conhecimentos. É interessante percebermos que, na Web não há hierarquização
absoluta, sendo assim, o que está disponível na rede se encontra em um mesmo
plano. Esse fato é interessante para desmitificarmos a educação de forma
vertical, em que o professor está no topo distribuindo informações para baixo,
nesse caso, para o aluno. Com a
utilização da rede, todos podem divulgar, compartilhar informações, estando no
mesmo patamar, de forma horizontal.
Assim como já mencionei, a
socialização entre as pessoas ganhou novo espaço. A interação no ciberespaço,
nos faz compreender que a comunicação
entre os sujeitos ocorre em alguns suportes, que são os sites e
aplicativos de redes sociais. Gosto sempre de fazer uma analogia sobre os
locais que ocorre a socialização na rede e fisicamente. Por exemplo: uma sala
de aula é o local onde ocorre a comunicação entre as pessoas, assim, a
socialização não é a sala de aula, mas sim feita pelas pessoas que nela estão.
O mesmo ocorre com os aplicativos e sites de redes sociais, em que a rede em si
não é o Facebook ou Whatsapp, mas se dão através das relações que se
estabelecem nesse site e aplicativo de redes sociais. Dessa forma, independente
do interagente estar na frente de uma tela de computador ou de celular, ele
está participando dos sites de redes sociais e estabelecendo comunicação com
outras pessoas. Assim, não é porque estamos "na tela" que estamos isolados do
mundo, pelo contrário, conhecemos mais o mundo.
Dessa maneira, existem
diversas possibilidades do uso das redes sociais, não só para educação, mas
também para os diversos setores da sociedade, facilitando, muitas vezes, a
troca de conhecimentos, de comunicação e de divulgação de informações.
Referência:
LÉVY, Pierre. Cibercultura/ Pierre Lévy. São Paulo.
Ed. 34, 1999.

Hola Jessica! como docente al igual que usted, comparto lo que ha experimentado en clase al darse cuenta que también aprendemos de nuestros estudiantes, y que así el conocimiento no se comparte de manera vertical. En muchas ocasiones he aprendido cosas de mis pequeños de 4 y 5 años, quienes manejan aplicaciones de computador como todos unos expertos. Otra cosa que me gustó mucho que usted mencionó, y que me puso a reflexionar, es que cuando estamos al frente de una pantalla de computador no estamos solos. Muchas veces la gente critica que pasemos horas frente a una pantalla, pero no critican que pasemos horas leyendo un libro, se deifica el libro y se sataniza el computador, cuando las tecnologías no son meras herramientas sino toda una dinámica de producir cultura.
ResponderExcluirAbrazo!
Pois é, Jéssica. Existe uma lacuna entre educação e tecnologia que ainda necessita ser pensada por nós de modo a refletir em nossas políticas públicas.
ResponderExcluirxx
Essa horizontalidade possibilitada pela comunicação em rede potencializa o modelo de aprendizagem contemporâneo: o colaborativo. A relação todos-todos possibilita trocas e reflexões inusitadas e fundamentais para compreender o mundo.
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