Vamos pensar nas seguintes imagens que demonstram a evolução
no modo de transmissão de dados em uma rede de computadores:
Simplex:
Percebemos nessa imagem que há
apenas um emissor e um receptor. Podemos associar esse modo de transmissão de
dados na informática com uma sala de aula, em que há um emissor (professor) e
vários receptores (alunos). Nesse contexto somente um "possui informações" os demais
só recebem. Esse tipo de transferência de dados se assemelha a cultura de comunicação
de massas (rádio, televisão...), onde só ocorre o envio de dados de uma das partes, que alcança
a uma grande população, sem levar em consideração seu contexto social, sua
cultura, seus conhecimentos prévios, etc.
Half-duplex:
No modo de transmissão de dados
Half-duplex o emissor também pode ser receptor, mas a difusão da informação não
é simultânea. É necessário o envio de uma informação para depois ocorrer o
recebimento. Nesse tipo de transmissão bidirecional já ocorre maior interação
entre os dispositivos, sendo que não somente um envia dados. Podemos associar esse tipo de transferência de
dados com as interações entre alunos-alunos e alunos-professores em sala de
aula, a maior participação dos aprendizes na construção do conhecimento.
Full-duplex:
No modo de transmissão full-duplex é onde ocorre a verdadeira
transferência de dados de modo bidirecional. A transmissão e recepção de dados
é simultânea, a interação é constante. Os ambientes de aprendizagem poderiam
funcionar de forma semelhante a esse tipo de transmissão, em que as interações são
frequentes e ao mesmo tempo, sem a necessidade de pedir permissão, esperar o
outro ou apenas receber informações.
Após as associações feitas das formas de educar em ambientes de aprendizagem
com as transmissões de dados em rede, podemos compreender que é mais interessante
e necessário uma forma colaborativa, com uma comunicação todos-todos para a
construção do conhecimento.
Os ambiente de aprendizagem, são espaços que podemos construir
conhecimento e que, por analogia, dizemos que os ambientes virtuais de
aprendizagem podem representar espaços em rede que nos possibilitam também a
construção do conhecimento. Esses ambientes virtuais podem ser qualquer página
na web, que ocorra interação, troca de informações de forma colaborativa entre
pessoas de um grupos com interesses em comum (ou não). Para que uma página na rede
seja caracterizada como um espaço virtual de aprendizagem, depende da forma de
utilização, do contexto em que é utilizado e do objetivo das pessoas que
utilizam. É importante ressaltarmos que, os estudantes que utilizam um ambiente
virtual com foco na aprendizagem, devem possuir o comportamento de
interatividade e produção colaborativa. Assim, as tecnologias da informática
que possibilitam uma construção em rede deve sempre ser utilizada com um fundamento,
não como uma mera ferramenta.
Associamos o Moodle a um ambiente virtual de aprendizagem que, muitas
vezes, é utilizado apenas como um ambiente de disponibilização de materiais
para os estudantes e, a única interação que o aluno possui nesse ambiente, é o
envio e download de arquivos. Sendo que esse local permitem muito mais que
apenas um compartilhamento de dados como, por exemplo, mais interatividade
utilizando das discussões, problematizações, hipertexto, etc.
Podemos destacar também as relações sociais em rede através dos sites de
redes sociais que hoje nos oferece uma
gama de possibilidades para uma grande interatividade e construção colaborativa
do conhecimento e de forma significativa, aproximando a educação para a
realidade do estudante, respeitando sua cultura.
Referências:
PRETTO, Nelson
De Luca; RICCIO, Nicia Cristina; PEREIRA, Socorro Cabral. Reflexões teórico metodológicas sobre ambientes virtuais de
aprendizagem. In: 18 Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste -
EPENN, 2007, Maceió/Al. Anais... - EPENN. Maceió/Al: UFAL, 2007.



Bacana a síntese dos modelos cumunicacionais possíveis nos ambientes virtuais, suas potencialidades para a aprendizagem.
ResponderExcluirSó um destaque: o que Pretto diz é que as TIC devem ser usadas como fundamento, e não com fundamento. Como fundamento significa dizer que as TIC são elementos estruturantes de práticas e não meras ferramentas