sábado, 15 de julho de 2017

Reação ao livro Polegarzinha.




Não podemos negar que as tecnologias digitais estão presentes no cotidiano das pessoas e que, atualmente, se torna quase impossível a comunicação, socialização e o compartilhamento de informações sem a utilização dos meios digitais. As pessoas mudam, não tem mais o mesmo corpo, a mesma expectativa de vida, não se comunicam da mesma maneira. Foram moldadas com a nova cultura (cibercultura) e seus estilos de vida também se modificaram. Pensando nisso, o ensino se tornou bastante difundido na rede e permite que "todos" acessem informações. Isso é bastante importante tendo em vista que, antes, com a cultura de massas, a mídia possuía (possui) uma função de ensino, através da publicidades, jornais, propagandas... e induziam os telespectadores a suas visões de mundo e um consumismo exacerbado. Ao contrário da cultura de massas, com o estouro das tecnologias digitais, não somos mais ouvintes passivos, nos tornamos ativos, por meio das interações sociais, que nos permite opinar também. As redes sociais na internet nos possibilitam isso. Assim, não cabe mais transmitir conhecimento, mesmo porque os conhecimentos podem ser encontrados na rede. O que cabe a escola é o ensino a pesquisa, a filtrar os dados importantes, pois estamos em um período de muitas publicações e compartilhamentos de informações e precisamos ter o cuidado em selecionar as fontes confiáveis.
Essas mudanças na forma de comunicação e o avanço da tecnologia, mudou até mesmo o funcionamento de nosso cérebro. As crianças de hoje, que nasceram na era digital, desenvolvem habilidades diferentes das demais pessoas que não nasceram nesse período. Sendo assim, as crianças conseguem manipular várias coisas ao mesmo tempo, como ler, escrever, ouvir música, cantar, conversar nas redes sociais, etc.
Quando acessamos algum conteúdo na rede deixamos rastros que podem ser recuperados a qualquer momento. Assim, conseguimos recuperar memórias passadas por meio de buscas na rede e as pessoas podem ser rotulado por interpretações de suas postagens. Por meio dos dispositivos móveis acessamos conteúdos e nos locomovemos ao mesmo tempo, não ficamos mais presos em um ambiente para acessar informações e aprender. A aprendizagem ultrapassou a sala de aula, quebrou barreiras como local e tempo e, agora, encontramos até no nosso movimento.
A utilização da informática na educação pode acarretar em uma aprendizagem significativa e possibilitar o desenvolvimento de uma mente bem mais estruturada e não apenas cheias de conteúdos, como acontecia e acontece nas escolas por meio dos sistemas de transmissões de informações.


Referência:


SERRES, Michel. Polegarzinha. Tradução Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

3 comentários:

  1. Oi Jessica, que legal que você fala das crianças manipulando muitas coisas ao mesmo tempo...eu ainda não consigo ser multitarefa, mais eu acredito que isso è uma habilidade que pode ser practicada e aprimorada. Eu fico con dor de cabeça enquanto eu tento fazer duas coisas ao mesmo tempo...que interesante que as crianças podan nos ensinar coisas!

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  2. É necessário distinguir entre nascer na era digital e nascer interagindo com a cultura digital. Estes sim, desenvolvem habilidades diferentes. Agora, muitas crianças nascem nesta era, mas não interagem com a cultura digital e, portanto, não desenvolvem muitas das habilidades que as demais desenvolvem. É necessário estabelecermos relação entre as pessoas e seus contextos.

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  3. É importante reconhecer essas habilidades nas crianças e incentivar elas. Você como professora de crianças fica com uma grande ventagem para ensinar elas como canalizar todo esse conhecimento.

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